Como e por

Como E Por Que Sair Da Pirataria De Software?

Como e por que sair da pirataria de software?

Os ataques de piratas a navios eram muito comuns entre o final do século XV e início do século XVII. Mas existe outro tipo de pirataria muito comum hoje e até considerado inofensivo por muitos — a pirataria de software. Este último navega em mares digitais e pode ser muito mais perigoso do que se pensa.

Pirataria de software é a cópia ou download de algum programa de computador, sem que haja autorização clara do autor, ou seja, sem a licença de uso. Essa prática é ilegal mesmo se for reproduzida em pequenas quantidades ou para uso doméstico. Com isso, entenda neste post por que é importante sair da pirataria de software e como é possível fazer isso!

O que diz a legislação sobre a pirataria de software?

A Lei 9.609/98 declara crime a violação de direitos autorais de software, protegendo os direitos intelectuais de desenvolvedores e empresas que criam programas de computador. A lei determina a usuários que a infringirem pena de seis meses a dois anos de detenção e/ou pagamento de multa.

Quais os riscos para uma empresa que usa software pirata?

Algumas empresas praticam o uso de software sem licença com a intenção de reduzir os custos, mas os prejuízos resultantes não valem a pena. Veja alguns dos problemas que as empresas podem enfrentar

Segurança

Um dos maiores riscos do software pirata é que ele não recebe atualizações de segurança ou pode ter sido alterado, permitindo brechas para invasão e roubo de dados. Muitos desses programas e geradores de chave de acesso escondem códigos maliciosos, como o Cavalo de Troia — um verdadeiro presente de grego.

Para compreender melhor os riscos que o software pirata pode trazer à segurança da sua empresa, entenda a ação dos crackers — como são chamados os criminosos que vasculham os programas para quebrar seu código de segurança e, com isso, permitir que funcionem ilegalmente nas máquinas.

Ao invadir o sistema do software, o criminoso consegue entender o algoritmo usado pelos desenvolvedores e, então, criar pequenos programas que são capazes de gerar números de serial — ou chave de registro —, usados para liberar (ilegalmente) a instalação e o uso do produto, como se fosse um programa original.

Ação dos crackers

Os crackers  podem usar, inclusive, aplicações específicas que analisam o próprio programa para encontrar dentro dele, bem como o serial para desbloqueio. Além disso, em alguns casos, é possível comparar cópias de software licenciadas e não licenciadas para descobrir a diferença no código de programação entre elas. Essa diferença, ou variável, pode ser modificada para liberar o software pirata.

Quando o cracker consegue transpor as barreiras de segurança do software, diz-se que o programa foi “crackeado”.

Percebeu como o criminoso tem acesso ao código do software e, também, pode usar aplicações complementares para chegar ao seu objetivo? O cracker pode inserir códigos maliciosos no programa, ou instalar em sua máquina aplicações que o permitem acessar seu sistema remotamente.

Uma vez com o acesso liberado, ele pode monitorar as atividades e processos de sua empresa, captar dados corporativos, senhas de acesso, dados de contas bancárias e cartões de crédito.

Essas aplicações rodam em segundo plano no sistema, de modo que são imperceptíveis. Já que são programas instalados com a permissão do usuário, dificilmente serão identificados pelo antivírus. Além disso, elas podem estar camufladas por trás de processos autênticos do próprio sistema operacional.

Corroborando esses fatos, uma pesquisa realizada pela IDC (International Data Corporation), tornou clara a relação que existe entre a pirataria de software e o crescimento na quantidade de malwares — tipos de software maliciosos. Segundo o relatório, o risco de contaminações por programas maliciosos aumenta à medida que cresce a quantidade de instalações de software pirata.

Será que realmente vale a pena colocar em risco a segurança dos dados da sua empresa, deixando uma porta aberta para cibercriminosos?

Multas

Segundo a lei dos direitos autorais (9.610/1998) a empresa estará sujeita a indenizações, desde o pagamento das licenças de todas cópias de software instaladas até a soma de diversos acréscimos legais.

Como exemplo, considere o processo ajuizado pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), movido pela Microsoft Corporation. A empresa acusada foi condenada a pagar por todas as cópias ilegais e uma multa de R$ 1 mil por dia, caso continuasse a utilizar os programas.

Casos assim têm abalizado as decisões de autoridades do judiciário contra empresas que descumprem as leis de direitos autorais, tornando cada vez mais amargas as multas contra as instituições que usam o software pirata no ambiente corporativo.

Com isso, a empresa que mantém instalações de programas sem licença em suas máquinas corre o risco constante de ser convocada judicialmente, condenada a pagar multas, indenizações e sofrer sansões que poderiam resultar no fechamento do negócio.

Má reputação da empresa no mercado

A empresa vinculada a processos jurídicos envolvendo pirataria de software corre o sério risco de ter sua reputação no mercado manchada, no atual momento do país a preocupação de buscar parceiros de negócios éticos tem aumentado e ter problemas de imagem pode ter grande impacto nos negócios das corporações.

Aumento dos custos de gestão e redução da produtividade

Empresas que usam software pirata tem a produtividade de seus funcionários reduzida devido à dificuldade com controle de versões dos programas, impedindo o compartilhamento adequado de arquivos entre os usuários. Estas dificuldades acabam aumentando os custos com suporte de TI.

Quais os prejuízos causados ao mercado de software?

Em relatório, a  BSA  anunciou que 39% das instalações de software são ilegais — isso em escala global —, causando grandes prejuízos econômicos à indústria. Em 2014, por exemplo, o prejuízo chegou a US$ 2,8 bilhões só no Brasil. Não só o mercado de tecnologia tem sofrido grandes perdas, mas também as pessoas que precisam de uma vaga de trabalho. Segundo estimativa, caso houvesse uma diminuição na pirataria, poderiam ser abertas cerca de 12 mil vagas de emprego.

Reflita se é justo uma empresa investir altos montantes no desenvolvimento de uma tecnologia, assim como suas atualizações e otimizações e outras empresas utilizarem este serviço para gerar receita sem pagar nenhum direito de uso. As empresas de software, assim como qualquer outra, têm objetivos de lucro e crescimento.

Como pode uma empresa sair da pirataria?

Para que a sua empresa não seja mais um refém da pirataria de software, siga algumas dicas para manter-se seguro.

Investigue

Faça uma investigação em todos os computadores de sua empresa e verifique se há licenças para todo software que estiver instalado. Algumas licenças permitem a instalação em várias máquinas, então certifique-se se a quantidade de instalações e regras de licenciamento dos fabricantes estão sendo obedecidas.

Lembre-se de que, muitas vezes, as empresas não cumprem os requisitos definidos nos termos de licenciamento do software por pura distração. Modificações na infraestrutura de TI, novas parcerias, aquisições de hardware e, especialmente, a ausência de um bom gerenciamento de ativos de TI acabam causando esses contratempos, que podem acarretar grandes prejuízos ao orçamento.

Pesquise por planos especiais e licenças antigas

Algumas empresas oferecem planos especiais para software corporativo, mais baratos para empresas que compram licenças em maior quantidade. Existe ainda a possibilidade de conseguir descontos especiais no caso de a empresa já ter a posse de versões antigas de software.

Defina um programa de SAM (Gestão de ativos de software)

Conforme a declaração de Victoria Espinel — presidente e CEO da BSA | The Software Alliance —, é importante que a empresa tenha plena ciência de todas as instalações de software presentes em sua corporação. Segundo ela, muitos CIOs nem ao menos têm conhecimento de quantos e quais modelos de software estão instalados em suas máquinas, muito menos se são devidamente licenciados ou não.

Espinel acrescenta que um bom programa de SAM (gestão de ativos de software) é uma das chaves para que os gestores tenham mais controle sobre a manutenção do conjunto de software de suas instituições, minimizando os riscos que a ilegalidade traz.

Contrate uma empresa de consultoria

Há empresas que oferecem suporte no gerenciamento de compras de licenciamento e planejamento de investimentos, para que tudo fique organizado de acordo com as conformidades legais. Lembre-se de que o licenciamento pode ser bem complexo, com regras muito específicas, tornando a consultoria algo muito valioso.

Tendo em vista os lançamentos quase que diários de novas tecnologias, essas empresas ficam antenadas e avaliam como cada novidade e regra se adéqua ao seu negócio. Esse processo é essencial para manter a gestão da empresa e auxiliar nas decisões da equipe interna.

Qualquer empresa deseja aumentar em produtividade e qualidade, com custos menores. No entanto, deixar de investir em tecnologia e licenciamento de software pode acabar saindo muito caro, em especial no ambiente corporativo. Então, certifique-se de que as instalações de software em sua empresa estão em conformidade com os dispositivos legais e mantenha os processos corporativos sempre seguros e produtivos. Certamente é um cuidado necessário e que traz bons frutos para o sucesso das atividades.

E então, leitor? Ficou ainda com alguma dúvida sobre pirataria de software ou modelos de licenciamento? Assine a newsletter da SoftwareOne e receba outras dicas em primeira mão!

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