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Afinal, o que é Cloud Computing?

Afinal, o que é Cloud Computing?

O termo cloud computing, ou computação na nuvem, refere-se a um conceito tecnológico e um modelo de negócio que reúne ideias diversas.

Entre as principais, podemos destacar soluções como as voltadas para o armazenamento de informações, comunicações entre computadores, prestação de serviços ou metodologias de desenvolvimento de aplicações. Tudo isso baseado na nuvem.

Preparamos um conteúdo especial para que você entenda, de uma vez por todas, o que é cloud computing e os seus benefícios para empresas e empreendedores. Acompanhe conosco!

O que é o cloud computing?  

O conceito de nuvem se mescla com o de Internet, ou seja, computadores espalhados pelo mundo, unidos por uma malha de comunicação, capazes de oferecer informação a qualquer um que tenha acesso a eles. Na Web, não importa para o usuário o lugar em que a informação está fisicamente alojada — ela pode estar em qualquer computador ligado à rede.

Assim, a nuvem permite acessar aplicações diferentes, sem que elas estejam instaladas em nossos dispositivos (computadores, celulares, tablets). Ou seja, uma corporação adquire o serviço e o fornecedor cuida do desenvolvimento, da manutenção, do armazenamento de dados e do backup dos sistemas e documentos salvos. Ao usuário cabe apenas acessar e utilizar os recursos.

Por meio da nuvem, empresas e pessoas podem se conectar com facilidade, otimizando os seus processos. Assim, várias pessoas trabalham de forma colaborativa em uma mesma plataforma ou arquivo, e a segurança é garantida. Com isso, não existe o risco de comprometer todo o processo porque uma máquina quebrou ou teve um erro.

Como surgiu a computação em nuvem?

A computação em nuvem tem evoluído por meio de soluções diversas. Um bom exemplo é o modelo SaaS (Software as a Service), em que o fornecedor do software se responsabiliza por toda a estrutura necessária para a disponibilização do sistema e o cliente utiliza o produto via Internet, pagando um valor pelo que usa.

No entanto, o conceito mais abrangente, que é o de fornecer recursos de computação em uma rede global, tem raízes ainda na década de 1960.

Primórdios

A ideia de uma “rede de computadores intergalática” foi introduzida na década de 1960 por J.C.R. Licklider, que foi responsável pelo desenvolvimento da ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network), primeira rede operacional de computadores à base de comutação de pacotes.

Desde os anos 60, a computação em nuvem tem se desenvolvido de diversas formas, ao menos teoricamente. Porém, na década de 90, as coisas começaram a se tornar reais, uma vez que a Internet começou a oferecer pacotes de banda mais significativos, permitindo que o cloud computing chegasse às massas.

Um dos primeiros marcos na história da computação em nuvem foi a chegada do Hotmail em 1996, pioneiro no conceito de fornecimento de aplicativos por meio de um simples site. A consolidação dos aplicativos empresariais aconteceu com a chegada da Salesforce, logo na sequência.

Evolução

Em seguida, veio a Amazon Web Services, em 2002, que previa um conjunto de serviços baseados em nuvem, o que em 2006 se transformou no Amazon EC2/S3, o primeiro serviço de infraestrutura de computação em nuvem amplamente acessível. Hoje, a AWS envolve um grande conjunto de serviços voltados para o ambiente corporativo.

Por volta de 2009 o mundo todo já estava nessa tendência, e o Google, a Microsoft e outros gigantes começaram a oferecer aplicativos corporativos baseados em navegador, como o Google Docs ou o Office Online, por exemplo.

Chegada do Azure

O Azure, surgido em 2010, é a plataforma da Microsoft destinada à execução de aplicativos e serviços, baseada nos conceitos do cloud computing. Ela permite usar recursos de computação e armazenamento da empresa, junto com uma série de serviços e aplicações integradas a cada dispositivo que acessa aquela nuvem.

O Azure é também um exemplo do crescimento de cloud computing: de acordo com dados da consultoria americana Wedbush Securities, a Microsoft está bem perto de tomar a liderança do setor de nuvem.

Quais são os principais benefícios do investimento na nuvem?  

O investimento em computação na nuvem pode trazer vários benefícios para a empresa. O primeiro a ser detectado é o ganho de mobilidade operacional. Afinal, cada profissional poderá acessar as suas ferramentas de trabalho em qualquer local, basta ter uma conexão ativa com a Web.

Ao mesmo tempo, a possibilidade de contratar recursos conforme for necessário reduz os custos operacionais em médio e longo prazo. Esse é um dos principais fatores que levam empresas a investir na nuvem, uma vez que a tecnologia amplia a capacidade de o empreendimento se planejar com eficiência e melhora a abertura para realizar novos investimentos.

Com rotinas de backup automatizadas, a segurança de dados torna-se mais confiável. Legacy systems, por exemplo, podem ser executados em um ambiente de alta performance, que não é afetado por vulnerabilidades da máquina do cliente.

Confira outros benefícios do investimento em cloud computing a seguir.

Escalabilidade

A escalabilidade operacional também é um fator de destaque da computação em nuvem. Manejando recursos conforme as demandas internas, a empresa consegue se preparar com precisão para mudanças no mercado. Isso influenciará diretamente a capacidade de o empreendimento manter-se produtivo e capaz de atender aos seus clientes com agilidade.

Como os recursos são disponibilizados automaticamente, o retorno sobre o investimento (também conhecido pela sigla ROI, Return On Investiment) será alto. A companhia transformará o valor investido em novos sistemas rapidamente, seja com o ganho de produtividade, seja com a redução dos gastos com tecnologia.

Ao mesmo tempo, a simplificação das políticas de gestão se traduz em um ponto estratégico para a empresa. Profissionais de TI poderão dar um foco maior a projetos internos e outros fatores que influenciam na performance do setor. Assim, a companhia inovará mais.

Centralização dos dados

A centralização da informação é outro diferencial significativo, já que esse modelo impede que os dados sejam mantidos em diferentes programas. Essa diretriz impede que diferentes tipos de formulários de autenticação e acesso sejam gerados, o que confundiria os colaboradores.

Ausência de barreiras geográficas

A nuvem é uma espécie de ponto de encontro virtual entre os colaboradores. Imagine uma empresa com diversas filiais, cujos colaboradores estão sempre trocando informações para agilizar o negócio. Arquivos simples podem ser enviados por e-mail. Mas e quando esse documento é grande demais para ser anexado?

Há algumas décadas, a solução seria enviar um pacote que levaria alguns dias para chegar ao destinatário. Com o cloud computing esse problema deixa de existir: é possível subir o arquivo na nuvem, acompanhar em tempo real e, caso seja necessário, editar o documento rapidamente, agilizando o trabalho em conjunto.

Trabalho remoto e mobilidade corporativa

Com a transformação digital, não é mais necessário que todo colaborador tenha que se deslocar diariamente até o local de trabalho. A nuvem complementa a possibilidade de trabalho remoto, já que os profissionais podem acessar e enviar dados por meio de qualquer computador ou dispositivo móvel.

Além disso, determinadas empresas priorizam a mobilidade corporativa, que consiste na possibilidade de o profissional continuar produzindo mesmo em campo, recebendo e repassando informações em tempo real. A nuvem se encaixa perfeitamente nesse processo, já que tudo que o colaborador precisa para utilizá-la é acessar o seu smartphone.

Como funciona o cloud computing?

A computação em nuvem usa um servidor remoto para conectar dispositivos dos usuários a recursos centralizados. Um servidor remoto armazena todos os dados e programas de que você precisa e pode estar localizado geograficamente em qualquer lugar.

O que importa mesmo é que é possível acessar os arquivos de qualquer lugar, mesmo que eles estejam armazenados do outro lado do mundo. Existem três modelos de computação em nuvem: o público, o privado e o híbrido. Vamos conhecer cada um deles a seguir.

Nuvem pública

Nesse modelo, os recursos computacionais, como servidores e capacidade de armazenamento, são fornecidos por terceiros e disponibilizados para usuários individuais ou empresas que desejem contratá-los.

Dessa forma, o cliente se torna responsável pelo que será enviado para a nuvem. Já o provedor cuida das práticas de manutenção, segurança e gerenciamento geral.

Na nuvem pública, tudo está disponível na Web e as informações são compartilhados entre diversos usuários que utilizam os arquivos simultaneamente.

Nuvem privada

Aqui, a empresa mantém a infraestrutura de cloud em um ambiente próprio, oferecendo o acesso a usuários autorizados, como colaboradores e parceiros. O modelo de nuvem privada proporciona à empresa a possibilidade de personalizar o serviço de acordo com as suas necessidades e preferências.

De modo geral, essa modalidade é adotada por organizações que seguem determinados regulamentos e regras destinados a garantir a segurança e a privacidade dos dados. Como exemplos, podemos citar instituições financeiras e órgãos governamentais.

Nuvem híbrida

Por fim, quando mencionamos a opção híbrida, estamos falando da junção entre os dois modelos anteriores. Essa combinação permite o compartilhamento otimizado de informações entre eles.

Desse modo, de acordo com a demanda do negócio, alguns recursos são delegados ao modelo privado e outros são utilizados publicamente.

Quais são os serviços da nuvem?

Hoje, a computação em nuvem opera por um amplo número de serviços, ferramentas e funcionalidades. Entre as principais, podemos destacar três modelos.

SaaS (Software como Serviço)

O SaaS garante que você possa acessar o software diretamente, sem precisar comprar a licença. Essa utilização é feita de forma gratuita por meio da nuvem.

Nesse modelo, a empresa pode acessar o programa pela Internet, sem precisar se preocupar com instalação, configuração e cuidado com licenças.

PaaS (Plataforma como Serviço)

Já nesse modelo, o cliente obtém um ambiente completo para desenvolver, o chamado on demand, que proporciona a criação, modificação e otimização de aplicativos e programas.

O grande diferencial do PaaS é que ele inclui sistemas operacionais e de gerenciamento de banco de dados, além de outros recursos valiosos para executar aplicações.

IaaS (Infraestrutura como Serviço)

Por fim, no modelo IaaS todos os recursos de infraestrutura são alugados. Pode incluir equipamentos, como servidores, data centers, soluções de hardware e racks, entre outras máquinas destinadas ao processamento de dados.

Com o IaaS tudo é utilizado de acordo com a demanda da empresa, e ela só pagará pelo que usar. Ele é especialmente valioso para companhias que gostam de mensurar rigorosamente os gastos.

O que é o cloud computing hoje?

É, basicamente, o padrão da Internet. Empresas como Netflix, Spotify e outras de serviços on demand já são parte do ritual e convívio online. Cada vez menos pessoas armazenam conteúdos em seus computadores, celulares e tablets, optando por deixar de documentos de trabalho a fotos pessoais em serviços de nuvem.

As próprias organizações estão se beneficiando dos serviços em nuvem, que trazem velocidade, liberdade de escolha e economia de custos.

Como nem todos conseguem acompanhar as evoluções tecnologias de perto, existem aqueles que ainda temem por segurança, privacidade de dados, desempenho da rede e economia na computação em nuvem. No entanto, com as aplicações naturalmente evoluindo para um modelo disponível na Web, a tendência é que essas preocupações desapareçam.

Tudo isso que atualmente ainda preocupa alguns poucos evoluirá tecnicamente, a ponto de não serem mais empecilhos nem para os mais desconfiados. O cloud computing vai transformar o mundo da computação de hoje!

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