Transformação digital

BIM para transformação digital na indústria da Construção

Boas práticas de modelagem em ferramentas BIM e conexão com o MTWO.

As boas práticas de modelagem tornam-se relevantes no contexto atual uma vez que são o ponto de partida para a disponibilização das informações para os agentes corretos no tempo correto, aumentando dessa forma o valor do projeto e reduzindo o tempo consumido com busca de informações ou com retrabalho.

BOAS PRÁTICAS DE MODELAGEM EM FERRAMENTAS BIM E CONEXÃO COM MTWO.

INDUSTRIA 4.0 - ENTENDENDO O FLUXO

Na Construção Civil, na chamada indústria 4.0 ou quarta revolução industrial tem como pano de fundo muitas reflexões e novos desafios. A modelagem de informações BIM surge como uma alternativa para esse contexto o que foi potencializado com o decreto federal 10.306, conhecido como “decreto do BIM”. Com a introdução, no mercado de trabalho, de ferramentas BIM, muito tem-se falado a respeito de boas práticas de modelagem. Sabe-se que existem inúmeros benefícios nesse processo, mas para alavancar o BIM completamente, são necessários mais estudos em relação ao fluxo de trabalho e práticas no processo de modelagem, além do entendimento do projetista modelador de que a informação gerada agora serão utilizas por outras ferramentas assegurando continuidade e validando o processo BIM.

Figura 1 – Processo BIM Fonte: https://www.fab.mil.br/noticias: Acesso em: 24 de mai. 2023.

Nesse sentido esse artigo tem como objetivo expor algumas diretrizes para melhores práticas de modelagem em ferramentas bim.

Utilizando o MTWO é possível realizar quantificações de elementos direto do modelo através de regras criadas especialmente para fazer a leitura desses elementos dos modelos inseridos e daí em diante toda a gerência do clico de vida da obra.

Para utilizar as possibilidades do bim no MTWO em sua plena capacidade, o modelo deve ter condições favoráveis ao fluxo de informação desejado.

CONTROLANDO NIVEIS DE DETALHAMENTO

Boa prática: Os atores envolvidos nos direcionamentos iniciais (bim managers, bim coordinators, Job líderes, etc), devem criar mecanismos para encontrar, de acordo com cada projeto, o nível de detalhamento ideal, garantido a representação correta da informação.

Além de um modelo coerente com o fluxo de trabalho BIM, é igualmente importante determinar o que modelar e o que não modelar além disso gerar um bom conjunto de informações que será usado pelo MTWO para o processo de quantificação e posteriormente, orçamentário e em função disso é necessário definir quais objetivos se pretende atingir com a modelagem.

Algo que está se tornando muito comum nos projetos que não são respaldados por um BEP (BIM Execution Plan) sólido e conciso, ou mesmo por bim managers e Bim coordinators sem a experiência necessária, é o overmodeling e o undermodeling que são termos utilizados para caracterizar excesso e falta de detalhes nos projetos e/ou nos elementos que os compõe a falta de planejamento na utilização dessas práticas pode condenar o modelo já em estágio avançado de desenvolvimento.

Outro motivo pelo overmodeling é a falta de entendimento do conceito de LOD (Level Of Detail) nível de detalhe e LOI (Level Of Information) nível de informação.

Figura 2 – Nível de detalhamento dos elementos fonte: https://www.bimaxon.com/lod-is-wasting-our-time-and-holding-bim-back/ - Acesso em 24/05/22.

Deve sempre haver um equilíbrio entre os níveis de detalhe e as informações necessárias para a correta representação dos elementos de um projeto.

PARAMENTRIZANDO OS ELEMENTOS

Boa Prática: A padronização na criação dos dados dos elementos paramétricos, sempre observando a sua utilização no fluxo bim, vai ajudar todos os atores de cada disciplina da empresa.

A modelagem paramétrica pode parecer entediante no começo, mas uma vez criados os elementos, eles podem ser facilmente modificados e reutilizados no futuro, além disso para se extrair as informações corretas dos modelos é necessário ter em mente três conceitos amplamente difundidos no mercado quando se fala de parametrização:

- Extrair dados direto do modelo através de um objeto;

- Por meio de parâmetros de texto;

- Por meio de parâmetros calculados.

Em todos os casos é necessário padronização e critérios para definir de forma simples como essa informações serão guardadas e como elas serão recuperadas pelo MTWO através das regras.

Figura 3 – Elementos parametrizados Fonte SPBIM – Acesso em 24/05/22.

COMPATIBILIZAÇÃO É O CAMINHO

Boa prática: A qualidade do projeto é muito importante e as ferramentas de compatibilização dentro dos softwares bim existem para manter essa qualidade, usem e abusem dessas ferramentas.

A compatibilização de projeto é uma fase tão importante quanto a própria concepção e é uma ótima prática ao qual pode-se detectar os conflitos espaciais entre os sistemas do projeto.

É necessário também ter um controle de versionamento de modelo em função da compatibilização, pois isso vai determinar correção de erros que no futuro servirão como lições aprendidas e sempre a meta é diminuir a quantidade de erro indicados pelos sistemas.

Embora hoje a maioria das ferramentas BIM tenham esses recursos para tal análise, essa fase depende muito mais da proatividade do projetista modelador e requer muita experiência para dar consistência ao processo de modelamento.

Tendo isso em mente é possível uma boa modelagem da informação e com isso é possível organizar as informações necessárias para que seja possível vincular os elementos ao MTWO. .

Figura 4 – Compatibilização de projetos Fonte https://www.coordenar.com.br/course/compatibilizacao-bim-na-pratica – Acesso em 24/05/22.

MATURIDADE DAS EMPRESAS EM BIM

Boa prática: Uma visão mais geral do processo BIM, ajuda a “moldar” a informação de maneira que atenda às necessidades de todo o ciclo de vida do projeto.

Outro conceito que está se tornando realidade e que é muito ligado com a maturidade empresarial a respeito do BIM, é de que não basta ter apenas capacidade e técnicas avançadas de modelagem 3D mas sim, se faz necessário entender e analisar a dimensão 5D do BIM, reconhecendo as regras do processo orçamentário e suas definições de composições de custos e que esse conceito, uma vez inserido nas etapas descritas no fluxo de trabalho BIM adotado pela empresa, dará a capacidade de modelar as informações de maneira que atendam todos oa agentes envolvidos no processo, facilitando todo o ciclo de vida da construção .

Figura 5 – Nível de maturidade em BIM das empresas – Fonte: https://www.bimexperts.com.br/post/niveis-de-maturidade-bim-2 - Acesso em 24/05/22.

CONTINUANDO O PROCESSO DE BOAS PRÁTICAS

Importando modelos para o MTWO através de plugins para facilitar e formatar a informação de modo que essa transite organicamente dentro da Plataforma.

 

O MTWO importa muitos formatos de modelos de várias ferramentas 3D e além disso existem alguns plugins como por exemplo o plugin itwo3d para Autodesk Revit, com ele é possível fazer várias operações inerentes a melhora das informações contidas no modelo permitindo a exportação direto para o MTWO.

Figura 6 – Plugin do REVIT para o MTWO.

No MTWO após inserção do modelo 3D seguindo as boas práticas descritas anteriormente é possível que de maneira simples e eficiente o MTWO consiga fazer o reconhecimento dos elementos.

Figura 6 – Modelo inserido no MTWO

E através de regras bem definidas é possível ler os parâmetros determinados nos elementos modelados e com isso dar sequência no processo do 5D BIM,

Figura 7- Recursos aplicados nos elementos modelados

como por exemplo atribuir a cada elemento o valor dos recursos, não só material, mas sim mão de obra e todos os elementos necessários para criar uma composição que ajudará o processo de orçamentação.

MTWO é a solução completa de construção em nuvem para empreiteiros, incorporadores imobiliários e proprietários de projetos - uma plataforma centralizada para que todas as partes interessadas colaborem em todas as fases do processo de construção. Ela oferece soluções completas, incluindo gerenciamento de modelo BIM, retirada de quantidade, estimativa, programação, compras, gerenciamento de projeto, gerenciamento de local e assim por diante para apoiar o gerenciamento do ciclo de vida da construção em um só lugar. O resultado final é um fluxo de trabalho simplificado, melhor colaboração e maior produtividade.

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Boas práticas de modelagem ajudam todos os agentes envolvidos no processo de construção a terem consistência nos dados, no MTWO isso é potencializado pois uma vez essa informação organizada e pelo fato de estar tudo na mesma base de dados, o trânsito nessas informações acontece de forma orgânica e consistente.

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Autores

Carlos Eduardo Rangel Camargo Chagas

Consultor MTWO

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