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Diferenças entre pentest e análise de vulnerabilidade

Diferenças entre pentest e análise de vulnerabilidades que você precisa conhecer

A segurança nos ambientes de TI se tornou uma questão estratégica para as empresas. Com a digitalização dos negócios e de boa parte de seus processos, proteção e integridade dos dados são demandas praticamente obrigatórias. Nesse contexto, duas ferramentas ganharam papéis ainda mais importantes: o pentest e análise de vulnerabilidades.

Tendo em mente as principais considerações sobre a LGPD, por exemplo, é preciso identificar riscos e falhas na infraestrutura e sistemas de TI, a fim de garantir a conformidade com a lei. Ainda assim, é natural se deparar com algumas dúvidas. Afinal, qual a diferença entre esses testes? Quando usar cada um deles? Que benefícios eles trazem?

 

As respostas para essas e outras perguntas você encontra a seguir. Confira!

 

O que é uma análise de vulnerabilidades?

A análise de vulnerabilidade é uma prática de cibersegurança adotada, em geral, pelos chamados Blue Teams — ou times de defesa — para identificar falhas e possíveis riscos na empresa. Seu foco principal envolve mapear os possíveis caminhos pelos quais ucracker (criminal hacker) pode invadir ou afetar de alguma maneira os dados de um servidor.

Para tanto, a equipe utiliza não só técnicas, mas um conjunto de ferramentas — entre as quais podemos citar como exemplo uma solução de enumeração de vulnerabilidade. Assim, a equipe gera uma documentação na qual são listados os níveis de ameaça e as possíveis rotas de acesso, suas respectivas correções para que o Blue Team possa estruturar um planejamento de correção. É um processo de recorrência média, que em geral as empresas executam a cada trimestre ou a cada semestre.

 

O que é um pentest?

O pentest, também conhecido como teste de invasão, é uma prática de cibersegurança que adota o ponto de vista do invasor. Geralmente executados por um Red Team — ou time de ataque, que inclui profissionais mais especializados, os Ethical Hackers ou White Hats —, seu foco é alcançar um objetivo específico.

Em outras palavras, o pentest estabelece um alvo e tenta alcançá-lo de alguma forma: pode ser um servidor a ser invadido ou uma aplicação a ser tirada do ar, por exemplo. Além de algumas ferramentas similares à anterior, esse teste adota soluções variadas e ferramentas hackers para cada objetivo.

Para invadir um servidor, por exemplo, é possível recorrer a um software que identifique a força das senhas, a fim de apontar as que oferecem menor resistência ao ataque. Buscar fontes de senhas vazadas ou toolkits de ataque a sistemas operacionais específicos também podem ser estratégias úteis.

Também é comum a realização de ataques direcionados com e-mails falsos que tentam roubar a senha dos usuários quando eles clicam em um link de testes. Contudo, esse tipo de abordagem é muito intrusiva e deve ser criteriosamente avaliada antes de adotada, pois, em geral, fere muitas questões de compliance nas empresas. Este é um processo também recorrente e em geral executado nas empresas anualmente.

 

Quais são as diferenças entre eles?

Como fica visível em uma primeira leitura, o pentest oferece uma abordagem do ponto de vista do atacante, enquanto o teste de vulnerabilidade tem uma abordagem mais defensiva. Neste último, o Blue Team faz varreduras mais amplas que mapeiam riscos e listam eventuais caminhos de ataque; o pentest, por sua vez, pode escolher uma única ou poucas rotas, tentando superar os obstáculos ou encontrar alternativas para alcançar o objetivo.

Uma analogia interessante que pode facilitar a compreensão é a da segurança de um grande cofre em uma cidade. O teste de vulnerabilidade, nesse cenário, faria um levantamento das possíveis rotas de acesso ao local (ruas, metrôs e até caminhos para pedestres). Assim, é possível definir que tipo de segurança pode ser necessário para dar conta dessas demandas gerais.

O pentest, por sua vez, partiria de um ponto e buscaria de toda forma alcançar o prédio em questão. Caso um obstáculo surja no caminho, o Red Team buscaria superá-lo ou encontrar alternativas: cavar um túnel, enganar um segurança, multiplicar as forças de ataque etc.

 

Qual é o melhor?

As particularidades de cada teste impossibilitam apontar qual é o melhor — o fato é que cada um tem uma função distinta. Na prática, é importante identificar as demandas específicas do negócio para entender qual o momento de usar cada um deles. Isso deve ser parte dos critérios para definir os SLAs da TI.

As características do teste de vulnerabilidade o tornam uma ferramenta essencial para qualquer estratégia de cibersegurança. Sua execução tende a ser mais frequente, parte de um conjunto de ações para mapear continuamente as ameaças à infraestrutura da organização como um todo.

Já o pentest pode ser mais efetivo para investigar problemas específicos e, nesses casos, expor com mais profundidade qual é o tamanho do risco. Além disso, ele expõe os possíveis impactos que uma ameaça desse tipo pode causar: se um servidor com dados de clientes fosse invadido, por exemplo, quais seriam as informações colocadas em risco.

 

Quando usar cada um deles?

Os testes de vulnerabilidades tendem a compor a rotina de segurança mais básica, enquanto o pentest vem de uma demanda mais ampla dos negócios. Grandes organizações que atuam em bolsas de valores, por exemplo, costumam ter documentos específicos para definir a política de cibersegurança a ser seguida tanto internamente quanto por seus parceiros comerciais.

Por isso, é fundamental estar alinhado a essas exigências para crescer no mercado. A importância do pentest, nesse contexto, alcança médias e até as pequenas empresas. Essas exigências ajudam a cumprir alguns requisitos da Lei Geral de Proteção de Dados, se tornando uma opção para lidar com ameaças de maior nível de urgência.

Já mencionamos que podemos observar no mercado a execução de pentest anualmente. Ainda assim, o ideal é partir da identificação da demanda do negócio para definir esta recorrência. Qual é o tipo de informação que sua empresa lida no dia a dia? O que armazena nos servidores? Quais seriam os impactos de uma queda das plataformas mantidas na internet?

Uma loja virtual (e-commerce) na nuvem, por exemplo, pode perder dinheiro ou demonstrar insegurança a cada segundo que o site fica fora do ar. Afinal, o consumidor não vai confiar em uma plataforma que é facilmente derrubada. Além das próprias informações de compras, o servidor armazena dados pessoais de clientes, o que gera uma preocupação extra para quem acessa o site.

 

Como usar corretamente?

A dica é adotar o teste de vulnerabilidade como parte da rotina da TI, idealmente até de forma contínua, a fim de entender o panorama mais amplo da segurança da empresa. Em paralelo, o pentest deve ser feito ao menos uma vez ao ano, assumindo como foco principal as prioridades da empresa. Com base nos resultados, é possível estabelecer planos de ação, modernizar aplicações, reorganizar a arquitetura da rede etc.

Por fim, vale destacar que é essencial contar com o apoio de consultores especializados. O nível de conhecimento necessário para um pentest eficiente é alto, e a experiência que esses profissionais têm é fundamental. Poucas empresas, com a exceção de grandes conglomerados internacionais, contam com equipes tão capacitadas para realizar esse procedimento com a devida eficácia.

Quando executado corretamente, o pentest ajuda a evitar ameaças avançadas como:

  • SQL injections — ataques à base de dados via formulários ou URLs;
  • Cross Site Scripting (XSS) — ataques que se aproveitam da vulnerabilidade do controle de login da aplicação;
  • Cross Site Request Forgery (CSRF) — ataque que força usuários a executarem comandos em uma rede, normalmente por meio de e-mails falsos com links para sites fraudulentos.

São diversos motivos que tornam o pentest uma ferramenta insubstituível. Por isso, coloque-o para trabalhar a seu favor e garanta um nível de segurança adequado na infraestrutura tecnológica da sua empresa!

Se gostou do post e tem alguma dúvida, deixe um comentário! Nossos especialistas estão à disposição para ajudá-lo a entender melhor o pentest!

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Autores

Mario Gama

Mario Gama

Solution Sales Lead Services

Com vinte anos atuando com Segurança da Informação, formado em Ciências da Computação e com diversas certificações, Mario Gama está como Head de Serviços em CyberSecurity para América Latina na SoftwareONE. Liderou diversas frentes e projetos ao longo da carreira em que atuou como fabricante de soluções, líder de segurança como cliente e atualmente liderando a entrega de centenas de projetos e serviços para as maiores companhias da região. Tem como propósito pessoal alavancar a área de segurança da informação no mercado e ajudar os CISOs a mover a área de segurança de um departamento reativo para uma área viabilizadora de objetivos de negócio de forma segura.

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